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sábado, 19 de janeiro de 2013

Das Minhas Escritoras Favoritas: Clarissa Corrêa

"Se o meu travesseiro falasse 
ele te diria que sempre que a minha cabeça ali encosta 
é você que invade a minha mente."
Clarissa Corrêa

"Eu preciso te dizer que tive medo de ser feliz, por isso abandonei você. Tive medo de experimentar a felicidade e depois perdê-la. Tive medo de virar adulta. Tive medo de virar mulher. Tive medo de ter você. Tive medo de te ver partindo. 
Tive medo dos meus próprios medos."
Clarissa Corrêa
"Ter vinte e poucos anos não quer dizer nada. Trinta. Quarenta. Quinze. Vinte. Noventa. O que importa, no fundo, é quem você é quando está sozinho. Como você é quando está acompanhado. O que sobra quando a luz apaga. O que resta quando o sol acorda."
Clarissa Corrêa
"Por favor, não me rotula. Não diz que sou assim ou assado. Eu não sou sempre constante, não tenho sempre os mesmos atos. Posso até manter um certo padrão de comportamento, mas acho que todos nós somos assim. Por favor, não faz isso comigo, não faz isso com você. Me surpreendo com minhas próprias novidades a cada dia, por isso acho que não mereço uma faixa colada na cabeça com uma ou duas palavras. O rótulo é como uma cruz que a gente carrega. É como uma pedra no sapato, pois você pode nem ser daquele jeito, mas como algum dia alguém disse que você era assim as coisas automaticamente se transformaram naquilo.

Não entendo por qual motivo buscamos uma palavra para tudo. Existem coisas sem nome. Sentimentos, ações, pensamentos. E tudo bem, sabe? Tudo bem mesmo. Nem tudo precisa ser nomeado ou registrado. Se você não sabe o que dizer, não diga nada. Ou então invente uma palavra bem esquisita. Só não vale dizer qualquer palavra pronta que vem na cabeça, pois o que a gente diz às vezes magoa os outros. 

Procuro ter cuidado com o que falo, pois sempre penso que quem fala esquece rapidinho o que disse, já quem ouve, não. Às vezes, as palavras precisam ser estudadas, acarinhadas e depois, sim, ditas. Não é bonito dizer tudo que a gente pensa, pois de vez em quando pensamos coisas bem feias. Por outro lado, tem gente que se protege de escudo e armadura e se prepara para uma luta inexistente. Não precisa ficar sempre na defensiva, sempre achando que fez errado ou que algo vai te atingir. Relaxa. Encara as palavras como elas são, encara as coisas como elas são. Não precisa ver coisa onde não tem, não precisa ter alguma reação mais nervosa ou violenta, não precisa nada disso. Os mal entendidos normalmente ocorrem por dois motivos: uma pessoa não soube se expressar direito ou a outra pessoa não soube ouvir direito. Conflitos ou desentendimentos bobos podem ser evitados se houver um pouco mais de paciência e tolerância, coisa rara hoje em dia. Queremos tudo pra ontem, pra já. E não somos tolerantes com os erros dos outros, apenas com os nossos. Somos egoístas ao extremo. Não damos uma chance para o outro, somente para as nossas tentativas. Mas ninguém vive sozinho. Precisamos das outras pessoas. Por isso, precisamos exercitar a paciência e a tolerância.

Nem todo mundo está na mesma sintonia que você. E isso não é errado, é o jeito de cada um. Não adianta você querer fazer tudo ou querer que o outro queira o que você quer. Ninguém pode ser forçado a nada. Seja a ler um livro, concordar com uma ideia ou mudar. A gente muda quando (e se) quiser. Você não pode querer que as outras pessoas sintam como você, sejam como você, que as coisas tenham a mesma importância para os outros que têm para você. Esse é o grande desafio da vida. Boa Sorte."
Clarissa Corrêa

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Me beija. Me beija pela última vez. Pra eu poder levar o teu gosto comigo. Pra ter o que recordar. Sei que tudo acabou, mas eu queria te beijar mais uma vez. Preciso te sentir mais um instante. Te tocar. Te amar. Pra deixar aquela saudade. Pra te deixar com vontade. Vontade de deixar meu gosto contigo. Pra teres o que recordar. Me beija, vai. Beija de verdade. Beija pra valer. Beijo eterno. Beijo selvagem. Beijo suave. Beijo saudoso. Beijo malicioso. Beijo escandaloso. Me beija pela última vez. Mas me beija e sai correndo. Vai embora logo. Vai, antes que o passado passe diante dos nossos olhos, como um filme antigo. Vai, antes que as recordações sejam fortes e tragam à tona os nossos velhos sentimentos. Vai, antes que a gente faça besteira. Vai, antes que a gente perceba que estar longe é brincadeira. Vai, antes que eu me desespere. E te diga o que não devo. Vai, sai correndo. Mas antes me beija. Me beija como a gente nunca se beijou antes. O beijo do tchau. O beijo do adeus. Beija logo...antes que vire o beijo do recomeço, do volta pra mim, do ainda te quero. Beija, vou deixar a porta aberta. Beija e, antes que eu abra os olhos, sai por ali. E fecha a porta."
Clarissa Corrêa
"Olha pra mim. Quero ver se tu consegues. Olha sem medo. Sem mágoa. Sem rancor. Sem culpa. Sem ressentimentos. Sem arrependimentos. Olha no fundo dos meus olhos.

O vento leva as palavras. O tempo faz morrer a esperança. Os dias se tornam longos demais para um coração aflito. Palavras reconfortantes se tornam insignificantes. Caos. Vazio. Turbulência.

Olha pra mim. Não sei se és capaz. Tira essa máscara. Tira o véu. Tira a nuvem. Olha no fundo do meu coração.

Os livros foram guardados. Os bilhetes foram escondidos. O coração dilacerado.

Olha pra mim. Vamos lá, olha pra mim agora! Verdadeiramente. Olha no fundo da minha alma. E me dá, pelo menos, a certeza absoluta e completa de que não estavas fingindo."
Clarissa Corrêa
 "Champagne. Luz de velas. Sushi. Musiquinha suave. Você.

Vinho tinto. Lareira. Chocolate. Um bom filme. Você.

Champagne. Vinho tinto. Sushi. Chocolate. Escuridão. Aperto no peito. Nó na garganta. Silêncio. Vazio."
Clarissa Corrêa


sábado, 12 de janeiro de 2013

"É tempo de mudanças internas e externas. A hora de faxinar seu coração é agora. Jogar toda aquela tralha fora, tirar o pó que dia a dia vai crescendo, arrumar a casa aí dentro, organizar a sua vida emocional. Pode parecer clichê e uma bobagem sem tamanho, mas é só quando você se organiza por dentro que as coisas começam a andar de vez. Sua vida anda empacada feito mula? Mude. Troque os móveis de lugar, arrume as gavetas, dê um up no visual, faça um caminho novo, troque a música do seu celular."
Clarissa Corrêa

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"A vida de ninguém é um mar de rosas sempre. A gente tem altos e baixos, faz parte do dia a dia das pessoas. E tudo bem, sério, tudo bem. Mas não dá pra deixar a peteca cair ou se desesperar. Se dá para resolver o problema, vamos arregaçar as mangas, tentar dar o nosso melhor e resolver. Se não dá, paciência. Não dá pra perder o sono, ganhar rugas e marcas de expressão. Vida não é sinônimo de complicação." 
Clarissa Corrêa
"É claro que tenho arrependimentos, mas não fico debruçada neles. Certas coisas precisam ficar no passado, outras tantas necessitam ser superadas. Sabe aquela frase "que vive de passado é museu"? É a mais pura verdade. Gosto de olhar para frente, de ter esperança. Olhar para trás, muitas vezes, traz uma espécie de rancor amargo. Disso eu não gosto." 
Clarissa Corrêa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"As coisas são muito claras. Você tem uma vida, valores, educação, lembranças, consciência. Você tem escolhas, caminhos, passado, presente, futuro. Você tem todas as chances do mundo para escolher como quer viver. Falta ousadia. Falta verdade. Falta sinceridade. Falta vontade. Falta parar de reclamar e olhar para o mundo como ele realmente é. E sei, sei bem, que nem sempre o mundo é amigo. As pessoas podem - e são - cruéis. O mundo muitas vezes nos passa a perna. E a vida segue. Você às vezes se quebra, mas a vida segue. A gente erra, acerta. Ganha e perde. Você pode ter perdido família, amigos, amores. E ter se encontrado. Você pode ter família, amigos, amores. E nunca ter se achado. O que vale, na verdade, não é tudo o que você conquistou ou teve que abandonar. O que vale é a forma como você lida com isso."
Clarissa Corrêa
"Não vale a pena complicar. Responder. Bater a cabeça na parede. Pagar R$1.000,00 por mês em terapia. Chutar pedra. Brigar com o marido. Comer feito louca. Beber um monte. Inventar rancores. Acumular trapos. Não vale. A vida é tão maior que isso."
Clarissa Corrêa

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"(...) é que um dia o mundo vai acabar para cada um de nós.
E o bom é olhar para o que passou 
e ver que a vida foi, de fato, bem vivida." 
Clarissa Corrêa
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

"(...) e perguntei muitas vezes por qual motivo as pessoas boas passam por provações. Não descobri. Eu acho que isso deve fazer parte do aprendizado. Passamos por coisas que devemos passar. É a nossa missão, nosso papel, nossos pequenos e grandes fardos."
Clarissa Corrêa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"A vida maltrata quem sente demais. Quem sente demais acaba sofrendo mais que a maioria das pessoas. Tudo importa, tudo é exagerado, tudo é sentido de corpo e alma." 
Clarissa Corrêa
"Chega de promessas que jamais vão se cumprir. 
Chega de não fazer força para esquecer. 
Chega de lembrar do que faz doer. 
Chega de se culpar. 
Chega de acumular sofrimentos. 
Chega de não conseguir se perdoar. 
Chega de procurar sarna para se coçar. 
Chega de gostar de quem não dá a mínima para você. 
Chega de se esconder da vida. 
Chega de falsas amizades. 
Chega de gente efusiva. 
Chega de quem pensa que você é obrigado a ouvir. 
Chega de se boicotoar. 
Chega de não pegar a força de vontade pela mão. 
Chega de deixar a vida passar por você. 
Chega."
Clarissa Corrêa

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Somos diferentes. 
Sentimos de forma diferente. 
Tivemos experiências diferentes. 
Temos cicatrizes diferentes. 
E é isso que faz com que cada pessoa seja Única e Especial."
Clarissa Corrêa

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

"Experimente dar uma palavrada na cara. Eu sei, você vai esquecer da força com que ela saiu da sua boca e percorreu o curto espaço entre os seus lábios e os ouvidos do outro. Você nem vai lembrar o peso da sua língua. O outro? Ele vai tentar esquecer, vai tomar todos os remédios que indicarem, vai fazer a dança da chuva, vai rezar pra Nossa Senhora Desatadora de Palavradas na Cara, vai implorar para que o Demônio Palavral volte para o inferno. Nada vai adiantar. O roxo da palavrada é na alma. E, acredite, dependendo da situação, nunca sara. É por isso que a gente deve tomar muito cuidado. Principalmente se quem nocauteia a sua alma reside dentro dela. Sem pagar aluguel, nem condomínio, nem nada."
Clarissa Corrêa

sábado, 10 de novembro de 2012

"Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto."    
Clarissa Corrêa

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"A gente supera a partir do momento em que decide o que merece." 
Clarissa Corrêa